terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meu silêncio...

E como eu postei um texto falando sobre mãe, aí vai um em homenagem para o meu pai. Hoje ouvi esta música e morri de saudade do Dadaia.
A ele, além da lembrança, meu amor eterno!!!!

Meu silêncio


Velho companheiro
Que saudade de você
Onde está você?
Choro nesse canto a tua ausência
Teu silêncio
E a distância que se fez
Tão grande
E levou você de vez daqui
Sabe, companheiro,
Algo em mim também morreu
Desapareceu
Junto com você
E hoje esse meu peito mutilado
Bate assim descompassado
Que saudade de você

Mãe!!!

Em fase gravídica, recebi este texto da minha amiga Cleinha. Como ando me sentindo mais mãe do que nunca, reproduzo-o abaixo para o deleite das minhas amigas, que se já não são mães e avós, certamente serão um dia.


"Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do dente, coelho da páscoa, cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis. Assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!
Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos,ganas, irrita, enlouquece, mas... É mãe.
Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada... Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte...Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E...
Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício e instransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó,dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende. Ama, desmama desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda.
Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta... Mãe é madona-mia!
É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu, é mãe é minha- e-eu- mato -quando- quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza...
Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de uma filha(o)... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira.
Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte. Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é mãe, e faz cada coisa..."
(Texto de Hilda Lucas)

domingo, 9 de outubro de 2011

Grá-vi-da!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pois é, é isso mesmo. Estou gávida, gravidíssima, gravidérrima, muito grávida. Daquelas chatas, de passar mal, ter pressão alta, cólica, cãibra, desejo... e muito sono, cansaço, desânimo e lombeira. Com certeza, ser mãe (ou ainda não ser, só fazer estágio para) é padecer no paraíso.

Esse negócio de paraíso é complicado. Tudo bem, eu adoro meus filhos e curto cada novidade do Tutu, que está descobrindo o mundo com seus 1 ano e 10 meses. Mas paraíso, paraíso mesmo, esse eu ainda não conheci não. Meus filhos são lindos, mas estou longe do paraíso.

Só para vocês terem ideia. Aqui em casa são 4 meninos, contando com o Rafa. O Yuri eu já tinha adotado faz tempo. Agora, ele está com 18 anos, estudando (?) para o vestibular, brigando com a balança e lutando para se livrar do vício dos jogos on line. Não me dá trabalho, é verdade, apesar da roupa jogada pelo quarto e dos eventuais sites hot que encontro na tela do pc. O único estresse é o de quando ele resolve educar o Johan. Nossa mãe, como que o bicho é brabo! Aí, sai de baixo: é briga, choro, muxoxo e tudo o mais.

O Johan é uma figura. Com 9 anos, ele está se achando. Bonito que só, lindinho mesmo. A onda do menino agora é a missa, que ele vai com o pai. Todo domingo ele é selecionado para ser Jesus nas encenações das crianças. Jesus Cristo superestar!!! Do jeito que ele gosta de falar e de aparecer, é a festa! As meninas devem babar no cabelinho estilo Bieber (que ele não me leia!!!). No mais, malcriações, notas baixas, castigos e a última tentativa: proibido de fazer futsal até melhorar de comportamento.

O Tutu, delícia, é a diversão da casa. Bagunceiro, arteiro, curioso, o garoto é uma brasa.É daqueles que tira a fralda e faz cocô no chao, rabisca tudo, rasga capa de livro, se pendura no vidro das mesas, joga bola dentro de casa e adora ver Backyardigans nas madrugas. A novidade é que aprendeu a contar até dez... em inglês!!!

Do Rafa eu não posso falar, ele não caberia no texto. Coitado do meu supermarido, está sofrendo um bocado com as minhas esquisitices e desvios hormonais. Ultimamente dei para enjoar do cheiro nele, o que é o fim dos tempos na cabeça dele. Seu vício agora é o Grépolis, que ele joga com o Brasil e com o Yuri, que fica no outro computador. Segundo o filósofo que eu tenho em casa, é o único vício que lhe resta já que a mulher não o quer e que ele não bebe, não fuma e não joga baralho.

À espera de um outro baby, ainda não consegui avistar o paraíso (a vista turva da enxaqueca constante que eu tenho sentido ainda não me deixou ver nada além da água no fundo do vaso sanitário). Mas uma coisa é certa: daqui a dez anos eu vou morrer de saudade desse momento, em que ainda deitamos juntos na cama e nos reunimos todos embolados no sofá de dois lugares para ver filme comendo pipoca.

Neném, seja bem-vindo (a). A gente já te ama!