quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Compasso de Espera

É hoje: dia da minha ultra para descobrir se meu neném é menino ou menina.
Para falar a verdade, não estou nervosa (acho que o povo está mais curioso do que eu), mas é interessante pensar que poderei ser mãe de uma menina numa casa em que os meninos sempre foram reinantes. Até então, não tinha nenhuma Barbie perdida entre os Max Steel.

Fica aqui o registro da espera. É o último texto que vou escrever como leiga. Às cinco da tarde, já saberei se darei a luz a um menino ou a uma menina.

Já começo a receber sugestões. Se for menino, será Gabriel, mas se for menina, não tenho a menor ideia... Só não quero Ana Rafaela (rs).

Volto aqui amanhã para as novidades.

Vida passada a Limpo

Dia 4 foi meu aniversário. Fiz uma comemoração diferente: fui passear com os meninos no Rio, para visitar os pontos turísticos (uma promessa que meu pai me havia feito em criança, sem nunca conseguir cumprir). Dormimos em hotel, fomos a museus, almoçamos em lugares legais... Só faltou andar de helicóptero, mas isso eu combinei de fazer com o Johan no aniversário dele.

No dia 4 mesmo, não quis fazer nada. Só comprei um bolinho, mais para o Artur bater palminha e me cantar parabéns (o que é uma gracinha de ver, porque ele canta até o "É big, é big..."). Comemoração intimista, sem presentes, sem festa, só com os meus amores mais íntimos - mãe, filhos e marido. Foi ótimo. Amei.

É, 37 anos, terceiro filho, doutorado... Os meninos crescendo, Yuri fazendo vestibular e querendo ir embora pra São Paulo...

Cresci, virei mãe... Vida passada a limpo.

Vou dar meia volta, para recomeçar...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meu silêncio...

E como eu postei um texto falando sobre mãe, aí vai um em homenagem para o meu pai. Hoje ouvi esta música e morri de saudade do Dadaia.
A ele, além da lembrança, meu amor eterno!!!!

Meu silêncio


Velho companheiro
Que saudade de você
Onde está você?
Choro nesse canto a tua ausência
Teu silêncio
E a distância que se fez
Tão grande
E levou você de vez daqui
Sabe, companheiro,
Algo em mim também morreu
Desapareceu
Junto com você
E hoje esse meu peito mutilado
Bate assim descompassado
Que saudade de você

Mãe!!!

Em fase gravídica, recebi este texto da minha amiga Cleinha. Como ando me sentindo mais mãe do que nunca, reproduzo-o abaixo para o deleite das minhas amigas, que se já não são mães e avós, certamente serão um dia.


"Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do dente, coelho da páscoa, cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis. Assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!
Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos,ganas, irrita, enlouquece, mas... É mãe.
Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada... Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte...Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E...
Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício e instransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó,dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende. Ama, desmama desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda.
Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta... Mãe é madona-mia!
É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu, é mãe é minha- e-eu- mato -quando- quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza...
Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de uma filha(o)... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira.
Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte. Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é mãe, e faz cada coisa..."
(Texto de Hilda Lucas)

domingo, 9 de outubro de 2011

Grá-vi-da!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pois é, é isso mesmo. Estou gávida, gravidíssima, gravidérrima, muito grávida. Daquelas chatas, de passar mal, ter pressão alta, cólica, cãibra, desejo... e muito sono, cansaço, desânimo e lombeira. Com certeza, ser mãe (ou ainda não ser, só fazer estágio para) é padecer no paraíso.

Esse negócio de paraíso é complicado. Tudo bem, eu adoro meus filhos e curto cada novidade do Tutu, que está descobrindo o mundo com seus 1 ano e 10 meses. Mas paraíso, paraíso mesmo, esse eu ainda não conheci não. Meus filhos são lindos, mas estou longe do paraíso.

Só para vocês terem ideia. Aqui em casa são 4 meninos, contando com o Rafa. O Yuri eu já tinha adotado faz tempo. Agora, ele está com 18 anos, estudando (?) para o vestibular, brigando com a balança e lutando para se livrar do vício dos jogos on line. Não me dá trabalho, é verdade, apesar da roupa jogada pelo quarto e dos eventuais sites hot que encontro na tela do pc. O único estresse é o de quando ele resolve educar o Johan. Nossa mãe, como que o bicho é brabo! Aí, sai de baixo: é briga, choro, muxoxo e tudo o mais.

O Johan é uma figura. Com 9 anos, ele está se achando. Bonito que só, lindinho mesmo. A onda do menino agora é a missa, que ele vai com o pai. Todo domingo ele é selecionado para ser Jesus nas encenações das crianças. Jesus Cristo superestar!!! Do jeito que ele gosta de falar e de aparecer, é a festa! As meninas devem babar no cabelinho estilo Bieber (que ele não me leia!!!). No mais, malcriações, notas baixas, castigos e a última tentativa: proibido de fazer futsal até melhorar de comportamento.

O Tutu, delícia, é a diversão da casa. Bagunceiro, arteiro, curioso, o garoto é uma brasa.É daqueles que tira a fralda e faz cocô no chao, rabisca tudo, rasga capa de livro, se pendura no vidro das mesas, joga bola dentro de casa e adora ver Backyardigans nas madrugas. A novidade é que aprendeu a contar até dez... em inglês!!!

Do Rafa eu não posso falar, ele não caberia no texto. Coitado do meu supermarido, está sofrendo um bocado com as minhas esquisitices e desvios hormonais. Ultimamente dei para enjoar do cheiro nele, o que é o fim dos tempos na cabeça dele. Seu vício agora é o Grépolis, que ele joga com o Brasil e com o Yuri, que fica no outro computador. Segundo o filósofo que eu tenho em casa, é o único vício que lhe resta já que a mulher não o quer e que ele não bebe, não fuma e não joga baralho.

À espera de um outro baby, ainda não consegui avistar o paraíso (a vista turva da enxaqueca constante que eu tenho sentido ainda não me deixou ver nada além da água no fundo do vaso sanitário). Mas uma coisa é certa: daqui a dez anos eu vou morrer de saudade desse momento, em que ainda deitamos juntos na cama e nos reunimos todos embolados no sofá de dois lugares para ver filme comendo pipoca.

Neném, seja bem-vindo (a). A gente já te ama!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tears in Heaven

Gente, show da Shakira!!! Coitadinho do meu filho Johan! Ele queria tanto ver, os amigos da escola foram e ele chocou aqui no sofá. Chocou e chapou, acho que não viu nem a Ivete - muito rocambolesca num show que eu achei afetado demais.

Adorei o Leny Kravitz (é assim mesmo que escreve???) e aquela negra careca maravilhosa tocando com ela. Uau, que mulher bacana! Delícia ver gente legal fazendo coisa de qualidade, saindo da mesmice da moda, da mídia, da classe média pequeno-burguesa...

Cá entre nós, que sacais essas garotas do Multishow. Fala sério, como a TV está sem talentos novos. Que cobertura pobre! Que garotada verde! Que vozinhas chatas!!! Onde estão os fonoaudiólogos do Brasil que não ofereceram serviço ainda???

Agora, Shakira. Gosto dela. É bonita, sexy, inteligente, esperta. Eu acho, apesar de não curtir nem tudo o que ela produz.

André Martins, este show é para você e para a sua amiga Vanessa. Aonde quer que vc esteja, para mim a Shakira vai ser (sempre) uma maneira de lembrar de vc.

Saudade que fica de gente que vai.

Bandeira (Zeca Baleiro)

Eu tenho ouvido muito o Zeca Baleiro ultimamente. Eu sempre gostei dele, é verdade, mas nos últimos tempos a música dele tem feito a minha cabeça. É coisa de época. Na minha vida, já foram o Chico, o Djavan, o Nando Reis... agora é o Zeca que não sai do meu carro, me fazendo companhia nas minhas viagens doidas por essas estradas aí a fora.
Hoje, conversando com o meu produtor musical (beijo, Gu!!!), a gente ficou fazendo uma análise dos versos insólitos, da melodia, essas coisas.
Em homenagem às minhas sextas semióticas e ao meu período de férteis reflexões psicofisiossociológicas do eu comigo mesma agora e sempre, segue o Zeca...

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu Não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo, ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)