Gente, show da Shakira!!! Coitadinho do meu filho Johan! Ele queria tanto ver, os amigos da escola foram e ele chocou aqui no sofá. Chocou e chapou, acho que não viu nem a Ivete - muito rocambolesca num show que eu achei afetado demais.
Adorei o Leny Kravitz (é assim mesmo que escreve???) e aquela negra careca maravilhosa tocando com ela. Uau, que mulher bacana! Delícia ver gente legal fazendo coisa de qualidade, saindo da mesmice da moda, da mídia, da classe média pequeno-burguesa...
Cá entre nós, que sacais essas garotas do Multishow. Fala sério, como a TV está sem talentos novos. Que cobertura pobre! Que garotada verde! Que vozinhas chatas!!! Onde estão os fonoaudiólogos do Brasil que não ofereceram serviço ainda???
Agora, Shakira. Gosto dela. É bonita, sexy, inteligente, esperta. Eu acho, apesar de não curtir nem tudo o que ela produz.
André Martins, este show é para você e para a sua amiga Vanessa. Aonde quer que vc esteja, para mim a Shakira vai ser (sempre) uma maneira de lembrar de vc.
Saudade que fica de gente que vai.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Bandeira (Zeca Baleiro)
Eu tenho ouvido muito o Zeca Baleiro ultimamente. Eu sempre gostei dele, é verdade, mas nos últimos tempos a música dele tem feito a minha cabeça. É coisa de época. Na minha vida, já foram o Chico, o Djavan, o Nando Reis... agora é o Zeca que não sai do meu carro, me fazendo companhia nas minhas viagens doidas por essas estradas aí a fora.
Hoje, conversando com o meu produtor musical (beijo, Gu!!!), a gente ficou fazendo uma análise dos versos insólitos, da melodia, essas coisas.
Em homenagem às minhas sextas semióticas e ao meu período de férteis reflexões psicofisiossociológicas do eu comigo mesma agora e sempre, segue o Zeca...
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu Não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo, ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
Hoje, conversando com o meu produtor musical (beijo, Gu!!!), a gente ficou fazendo uma análise dos versos insólitos, da melodia, essas coisas.
Em homenagem às minhas sextas semióticas e ao meu período de férteis reflexões psicofisiossociológicas do eu comigo mesma agora e sempre, segue o Zeca...
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu Não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo, ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
Uma pedra no meu caminho...
No meio do meu caminho, uma pedra...
Na verdade, muitas, mas só uma grande pedra, vermelha.
Pedregulho, pedreira.
No meio do caminho, um prédio de pedra.
Pedraria de caquinhos de vidro e diamante.
E eis que, vinte anos depois,
Está lá, (i)móvel, a pedra do meu caminho.
No meio do caminho, a pedra que se pensava morta,
minério pulsante, aorta.
Seixo,
Calhau,
Pedrada,
Pedreira,
Pedregulho,
Ardep...
A pedra, pedra, pedra
sempre no meio do meu caminho.
Na verdade, muitas, mas só uma grande pedra, vermelha.
Pedregulho, pedreira.
No meio do caminho, um prédio de pedra.
Pedraria de caquinhos de vidro e diamante.
E eis que, vinte anos depois,
Está lá, (i)móvel, a pedra do meu caminho.
No meio do caminho, a pedra que se pensava morta,
minério pulsante, aorta.
Seixo,
Calhau,
Pedrada,
Pedreira,
Pedregulho,
Ardep...
A pedra, pedra, pedra
sempre no meio do meu caminho.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Rock'n'Rio (II)
Marido pulando no chão da sala cantando "Flores" em voz alta e sendo feliz. Imperdível...
Rock´n´Rio I
Estou eu aqui sentadinha no meu sofá confortavelmente assistindo à abertura do Rock´n´Rio. Confesso que por alguns momentos senti uma vontadinha de estar lá vendo o show dos Paralalamas com Titãs. Viajei na entrada do Freddie Mercury. Juro que tinha aquelas imagens na minha cabeça lá do distante festival de 1985. Eu tinha 10 anos e não tinha idade para ir, mas acompanhei tudo pela TV e pela Dona Mary, a minha finézima-chiquérrima professora de inglês que foi e contou tudo para a minha turma da distante Escola Municipal Abrahão Jabour.
Envelheci. Envelhecemos. Todos. Quem é aquele senhorzinho de barba ali no palco? Gente, é o Barone? Uma rápida sensação de "que-bom-que-não-fui-só-eu-que-envelheci" me tomou... Egoísmo, eu sei, mas fazer o quê...
Agora o Johan chegou aqui do futebol cantando, pois ele também é fã do "Epitáfio". Ele faz parte de uma outra geração que também curte rock, ainda que pelas aulas de música. Talvez ele seja uma criança produto da mídia, que acompanha tudo pela TV, mas o fato é que ele está curtindo aqui, fazendo bagunça... O rock nunca vai morrer? Ele está curioso com o "Homem Primata", que ele não conhece. Uma amiga dele foi ver a Shakira e por isso não foi à escola hoje. É noite do Justin Bieber. Gente, é rock in Rio mesmo????
Rock in Rio... e um gostinho na boca de nostalgia, me lembrando dos outros festivais que eu acompanhei pela TV. O Rafa quer ir com o Tutu. Disse que vai apresentar o Guns pro menino. Deixa ele sonhar...
Enfim, mais uma vez eu cito o Veríssimo e digo "que bom que eu não estou lá". Pelo menos não na pipoca.
Vou ficando por aqui deitadinha, curtindo uma sonzeira da minha época. Volto na hora do Elton John.
(Gente, adoro MEU ERRO! Eu quis dizer, você não quis escutar...)
Envelheci. Envelhecemos. Todos. Quem é aquele senhorzinho de barba ali no palco? Gente, é o Barone? Uma rápida sensação de "que-bom-que-não-fui-só-eu-que-envelheci" me tomou... Egoísmo, eu sei, mas fazer o quê...
Agora o Johan chegou aqui do futebol cantando, pois ele também é fã do "Epitáfio". Ele faz parte de uma outra geração que também curte rock, ainda que pelas aulas de música. Talvez ele seja uma criança produto da mídia, que acompanha tudo pela TV, mas o fato é que ele está curtindo aqui, fazendo bagunça... O rock nunca vai morrer? Ele está curioso com o "Homem Primata", que ele não conhece. Uma amiga dele foi ver a Shakira e por isso não foi à escola hoje. É noite do Justin Bieber. Gente, é rock in Rio mesmo????
Rock in Rio... e um gostinho na boca de nostalgia, me lembrando dos outros festivais que eu acompanhei pela TV. O Rafa quer ir com o Tutu. Disse que vai apresentar o Guns pro menino. Deixa ele sonhar...
Enfim, mais uma vez eu cito o Veríssimo e digo "que bom que eu não estou lá". Pelo menos não na pipoca.
Vou ficando por aqui deitadinha, curtindo uma sonzeira da minha época. Volto na hora do Elton John.
(Gente, adoro MEU ERRO! Eu quis dizer, você não quis escutar...)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Por falar em Conto de Fadas...
Enquanto eu escrevia o texto anterior, me lembrei desta crônica de Veríssimo. É bem verdade que não conheço seu título, mas mesmo assim seu conteúdo vale a pena.Uma delícia!
Divirtam-se!
Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
Divirtam-se!
Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
Doutorado a 1000 por hora...
Gente, é agora que eu vou sumir mesmo!!!! O Doutorado está frenético!!! Nunca li tanta coisa em tão pouco tempo. Nas duas últimas semanas eu devo ter lido pelo menos uns seis artigos, duas teses e dois livros. Sem contar as coisinhas picadas que a gente vai encontrando pelo caminho...
O curso da Leonor Werneck foi incrível. Abriu meus olhos para um tanto de coisa que eu ainda não tinha parado para pensar. Foi bom porque vi que não era tão peixe fora d´água. Às vezes o pessoal da minha turma é tão bom, tão preparado, tão atualizado, que eu tenho a sensação de ter parado na Era da Pedra Polida ou Lascada. Agora foi diferente. Eu já tinha dado conta de ler quase tudo do que ela falou. Ufa, que bom que eu estou virando gente grande!
No mais, estou cheia de coisas para escrever. Entrei na fase de querer ver a tese crescer, como filho na barriga da gente. Quero defender logo, virar doutora e ver se eu sossego um pouco para ficar mais tempo com os meus meninos. Esse lance de ser mulher contemporânea é muito louco, faz a gente querer dar conta de tudo bem. Mas nem sempre a gente consegue viver em Contos de Fadas, né?
Vou ficando por aqui. O capítulo da Ingedore sobre referenciação me espera...
O curso da Leonor Werneck foi incrível. Abriu meus olhos para um tanto de coisa que eu ainda não tinha parado para pensar. Foi bom porque vi que não era tão peixe fora d´água. Às vezes o pessoal da minha turma é tão bom, tão preparado, tão atualizado, que eu tenho a sensação de ter parado na Era da Pedra Polida ou Lascada. Agora foi diferente. Eu já tinha dado conta de ler quase tudo do que ela falou. Ufa, que bom que eu estou virando gente grande!
No mais, estou cheia de coisas para escrever. Entrei na fase de querer ver a tese crescer, como filho na barriga da gente. Quero defender logo, virar doutora e ver se eu sossego um pouco para ficar mais tempo com os meus meninos. Esse lance de ser mulher contemporânea é muito louco, faz a gente querer dar conta de tudo bem. Mas nem sempre a gente consegue viver em Contos de Fadas, né?
Vou ficando por aqui. O capítulo da Ingedore sobre referenciação me espera...
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